Um documento divulgado pelo Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão que pertence à ONU, reafirma o quanto serão severas as consequências ao planeta devido aos efeitos causados pelo aquecimento global. Foram mais de 800 pesquisadores de todo o mundo para a realização do trabalho de pesquisa.
O resultado indica que a probabilidade de nós, seres humanos, sermos os causadores do desequilíbrio do planeta é de 95%. Apesar de projetos serem desenvolvidos por empresa privadas e públicas, que visam a sustentabilidade, a emissão de dióxido de carbono na atmosfera continua aumentando.
Seria necessário cortar entre 40% e 70% das emissões globais até 2050, e 100% até 2100 para termos um planeta mais saudável. Caso a emissão de carbono não diminua, é estimável que a temperatura do planeta aumente 4,8 graus até o fim deste século; com isso a produção agrícola diminuiria - aumentando a fome, espécies de animais e vegetais entrariam em estado de extinção, o número de pessoas sem acesso à água potável de qualidade seria 38% maior do que foi na década de 80.
Segundo a Administração de Informação dos Estados Unidos, todos os países no mundo possuem pelo menos um recurso renovável que podem ser usados, como por exemplo, fontes de energia eólicas e solares.
A China é o maior emissor de gases de efeito estufa, seguida pelos Estados Unidos, mas também, agora, lidera a lista de países que mais investem em fontes renováveis.
No Brasil, efeito estufa do aquecimento global, poderia ser amenizado com o fim do desmatamento das florestas, em especial, a floresta amazônica.
Os culpados somos nós, por nossas ações. A população mundial em 1850 era cerca de 1,2 bilhões, hoje ela é estimada em cerca de 7,2 bilhões. Crescemos de uma forma assustadora, consumimos de modo a sempre querer mais. Exploramos os recursos naturais do planeta Terra até o máximo, e vamos fazer assim cada vez mais, pois acredito que seja difícil mudar os nossos hábitos de repente, pois estamos acostumados a um modo de vida, muitos com conforto e fartura, outros nem tanto, mas nossas práticas e desejos geraram mobilização da indústria.
Há quem coloque a culpa nas indústrias e empresas. Concordo em partes; elas devem sim optar por meios de produção que não agridam tanto o meio ambiente, e assim fazem, mas ainda "engatinham", pois se já estivessem atingido um nível consideravelmente se tratando de meios de produção altamente sustentáveis, não haveria tantas preocupações. Mas tudo depende de nós, de como vamos consumir, e o modo como vamos agir perante às mudanças necessárias.
Obs: texto elaborado com base em publicação da revista Veja (12/11/2014), nº 46.

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